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SUDESUL
RECUPERAÇÃO DA NAVEGABILIDADE DO RIO IGUAÇU
A
GRANDE HIDROVIA - RIO
IGUAÇU - o mais paranaense dos rios
Nenhum rio do Paraná teve um
papel tão marcante quanto o Iguaçu. Seus afluentes estão sob os pés
dos que pisam o asfalto de Curitiba, de pequenos rios Atuba, Belém,
Barigüi, dos córregos Ivo e Bacacheri que banham os subúrbios do
Capital, alimentam o velho Iguaçu até o seu desaguadouro no grande
rio Paraná. O Paraná da costa oeste está ligado à sua capital
por um rio de mais de 1.300 quilômetros de extensão. A bacia do
rio Iguaçu cobre uma área superior a oitenta mil quilômetros
quadrados, o que equivale a dizer mais de um terço de todo o território
paranaense, abrangidos pelos municípios de Piraquara, Curitiba, São
José dos Pinhais, Araucária, Campo Largo, Palmeira, Porto
Amazonas. Rio Negro, São João do Triunfo, São Mateus do Sul, Rio
Azul, Rebouças, Mallet, União da Vitória, Guarapuava, Palmas,
Clevelândia, Mangueirinha, Pato Bronco, Foz do Iguaçu, etc.
Originariamente
denominado rio Caio-Cavó pelos indígenas; depois Rio do Registro pelos
primeiros povoadores em virtude dos postos de fiscalização que
foram instalados em suas margens; em seguida, rio de Curitiba, rio
do Rio Grande de outros tempos e por fim rio Iguaçu — cada um
desses nomes assinala etapas de sua história, marcando diferentes
épocas da conquista e povoamento da região sul do Paraná.
Ele não é só o maior afluente do Paraná pelo desenvolvimento de
seu curso, como também o mais conhecido e explorado de nossos rios,
mesmo porque foi de todos eles o que proporcionou por mais largo
tempo e do modo mais intenso uma navegabilidade comercial, que
promoveu formação de centros urbanos florescentes e deu vida às
populações ribeirinhas.
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| O
primeiro vapor, ainda ao tempo do Império, chamava-se
"Cruzeiro". Durante quase 50 anos transportou erva
mate e madeira de do interior da região para o Porto
Amazonas, de onde, por via terrestre, esses produtos eram
levados a Curitiba, Paranaguá e daí ao exterior. Outras
embarcações tornaram-se populares: "Iguaçu",
"Peri", "Paraná", "Rosa",
"Aurora", “Sara", "Santa Maria",
"Santa Bárbara", "Santa Cecília";
"Liberdade". |
A
navegação do Iguaçu era feita por secções, dada a existência
de corredeiras e inúmeros saltos, formando-se em cada uma delas
diversos portos. No trecho de São José dos Pinhais, Araucária,
Guajuvira e João Eugênio, de limitado movimento fluvial, só
navegavam canoas e pequenas lanchas. De Porto Amazonas em diante, a
navegação era de maior porte, com os Vaporzinhos aos quais se
atrelavam chatas e canoas.
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| Alguns
portos como Palmira, Mato Queimado, Porto Feliz, Vargem
Grande, São Mateus do Sul tinham bom cais. O Porto do União
da Vitória, depois União da Vitória, foi um dos mais prósperos
da região, com ativo comércio. Nesses portos, os vapores
recebiam a madeira, a erva mate, os cereais, os suínos para
abastecer os centros maiores. |
À
medida que as matas eram devastadas e o rio Iguaçu servia de
escoamento da madeira, ele mesmo se esvaía, já que a desmatação
desprotegia as nascentes que o alimentavam, fazendo baixar o nível
dágua navegável nas épocas de estiagem. De rio fluvial, ele
acabou se transformando em um pluvial, com sua navegação
dependente das chuvas. Durante as longas estiagens tornou-se
impossível a navegação. O negócio começou, a se tornar
difícil para as empresas que viviam dos fretes fluviais. |
Por
quase um século, o rio Iguaçu fez a riqueza paranaense, funcionando
como via principal de transporte da erva mate e madeira. No fim da
década de 1950, porém, o transporte fluvial não era nem sombra do
que o rio Iguaçu representara. Em Porto Amazonas, parada final,
circulavam poucos barcos e poucas mercadorias. O assoreamento do
leito do Iguaçu, além da abertura de estradas, desviaram os
centros comerciais para as margens das rodovias inviabilizando as
empresas de navegação, que abandonaram seus estaleiros e fecharam
seus escritórios.
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| no
fim dos anos 1950, o assoreamento do leito do Iguaçu
impedia a circulação de vapores (como o da foto), somente
pequenas embarcações transitavam pelo rio. |
ANOS 1960,70 80, A ERA DAS BARRAGENS
No
Rio Iguaçu, foram construídas 5 (cinco) barragens que não
observaram às normas do Tratado da Comissão
Internacional da Bacia do Paraná – Uruguai (CIBPU),
de 1958, que determinou que todos os afluentes do Rio Paraná
se destinavam ao uso múltiplo das águas, como a produção
de energia,
navegabilidade interior, irrigação, controle de cheias,
saneamento, piscicultura, turismo, lazer, agroindústria,
etc. O
resgate da navegabilidade do
mais paranaense dos rios depende da execução de
serviços de desassoreamento em alguns pontos do leito do Iguaçu, e
da construção de eclusas. O
transporte hidroviário do rio Iguaçu foi totalmente desativado
durante a
ditadura militar. .
O
aproveitamento multiplo das potencialidades de um rio é de domínio
público, de acordo com a lei internacional,
decisão da Corte Suprema Internacional, acórdão no caso Barragem
Rio Grande e IRR CO.: “O estudo da apropriação provê
procedimentos para a apropriação da água por qualquer pessoa,
entidade, associação, ou corporação pública ou privada, conseqüentemente
com a intenção de adquirir o direito da apropriação, sem,
contudo obstruir o seu uso múltiplo, que é o direito inquestionável.
(clique
para ver a legislação)clique
para ver a legislação).
ECLUSA
Hoje
a competitividade do mercado interno e externo não nos permite
abrir mão de uma via estratégica como a do Rio Iguaçu. Com
a construção de 5 eclusas junto às represas de Salto Caxias,
Salto Osório, Salto Santiago, Salto Segredo e Foz do Areia, o Paraná
poderá se manter na liderança da produção de energia elétrica na
América Latina e ainda reabrir um caminho fluvial para o
transporte de carga, além de incentivar o turismo em suas margens.
modelos
de eclusas para o rio Iguaçu (clique
aqui
para ver como funciona) |
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| Sobradinho |
O
Rio Iguaçu possui mais de mil quilômetros totalmente paranaenses.
O seu transcurso se efetivará após a construção de eclusas e
serviços de dessassoreamento, formando o maior pólo catalisador de desenvolvimento em toda a
região sudoeste. A hidrovia ampliará a absorção dos
lucros e arrecadação, direta
e indiretamente, pela sensível redução nos fretes. O desenvolvimento socioeconômico, tendo
como vetor a implantação do turismo na região do grande Vale,
gerará empregos e benefícios sociais, barateando e abrindo
facilidades da comunicação do MercoSul com o interior do país,
além de aliviar o tráfego rodoviário (de custo elevado e sujeito
a bloqueios constantes). A
criação de um Conselho Regional do Vale do Iguaçu, entidade de
utilidade pública e sem fins lucrativos poderá otimizar e agilizar
as obras da hidrovia. O conselho será formado por representantes,
um por cada município do Grande Vale, para
administrar e capitalizar a hidrovia, recorrendo para si a concessão
deste serviço público.
Área de influência do rio Iguaçu
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| usinas
bloqueando a navegação do Iguaçu |
| 1 |
foz
do areia |
| 2 |
salto
segredo |
| 3 |
salto
santiago |
| 4 |
salto
osório |
| 5 |
salto
caxias |
| 6 |
canal
de ligação: rio ocoí |
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rio
ocoí |
|
rio
uruguai |
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| ROTEIROS |
|
KM |
| DOURADOS
(MT)-PORTO AMAZONAS (PR) |
1.817 |
| OESTE
DE SÃO PAULO-PORTO AMAZONAS |
1.832 |
| ASSUNÇÃO
(PARAGUAI)-PORTO AMAZONAS |
1.212 |
| BUENOS
AIRES-PORTO AMAZONAS |
2.782 |
| MONTEVIDÉU-PORTO
AMAZONAS |
2.992 |
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| Barcaça
ideal para a hidrovia do Iguaçu |
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Os
rios do Paraná estão localizados no eixo do MERCOSUL e com a
construção de dois pequenos canais – um no Paraná e outro na
Argentina - o Paraná será o centro da MAIOR HIDROVIA DO MUNDO com
mais de 5.600 km de extensão ligando os países da ARGENTINA,
URUGUAY, PARAGUAY e BOLÍVIA ao BRASIL.
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canais
de integração da hidrovia do iguaçu e do Paraná |
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CORTE DO CANAL OCOÍ |
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| Liberdade
à navegação. Canal Rio Paraná-Iguaçu pelo Rio
Ocoí, com 14 km de extensão por 100 metros de
largura, localizado no município de São Miguel do
Iguaçu. |
Novos
rumos para a economia paranaense |
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| No
círculo, a área de integração, por canais do rio Ocuí e
do Uruguay, entre os rios Paraná, Iguaçu, Ivaí, Paraguai
e Uruguai. |
VANTAGENS
DA HIDROVIA
-
Mais barato
-
Menor custo de implantação
-
Menor impacto ambiental na implantação
-
Polui menos
-
O veículo de transporte ocupa menos espaço
-
Facilita o transbordo de cargas
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Ayrton Cornelsen
Ex-superintendente
da Sudesul
Engenheiro
responsável
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Featured
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