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LOLÔ E A SUA TERCEIRA PASSAGEM PELO PODER PÚBLICO - SUDESUL    

 

SUPERINTENDÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO SUL- 

Depoimento de Maurício Fruet para um jornalista, quando do fechamento da SUDESUL: Todos os projetos feitos pela SUDESUL para o desenvolvimento sustentado, principalmente para o social para o nosso Estado, deveriam ser tombados e colocados em exposição pública.”

MINTER - Ministério do Interior
 

 

Lolô em Porto Alegre, escritório da Sudesul. A Sudesul órgão de desenvolvimento do MINTER (ministério do interior, dirigido pelo ministro Ronaldo Costa Couto).

Em 1983, Lolô foi indicado para o cargo de superintendente adjunto na diretoria de planejamento da Sudesul – superintendência do desenvolvimento da região sul - com sede em Porto Alegre por intermédio de seu amigo Tancredo Neves, governador de Minas Gerais. Como não soubesse quais eram as atribuições da Sudesul, Lolô resolveu consultar Carlos Henrique Almeida, engenheiro-empresário da HD Engenharia, parceiro de trabalho, sobre a validade de aceitar a superintêndencia. Henrique foi taxativo e aconselhou que o fizesse imediatamente, pois um órgão ativo, com grandes verbas e relativa liberdade de trabalho. 

PROJETO SUL

A Sudesul era uma agência de desenvolvimento regional, com o objetivo principal de empreender ações sub-regionais, destacando-se: o programa especial da Lagoa Mirim, o programa especial de controle da erosão do solo no noroeste do Paraná e o programa litoral sul de Santa Catarina, dotados de maiores recursos do órgão.  Em segundo plano, a Sudesul tinha uma meta setorial a cumprir, representada pelo programa de açudes e poços, e outras ações de menor dimensão, como o programa de desenvolvimento de comunidades, programa de migrações internas, atividades de estudos e pesquisas, estas ligadas à formação de recursos humanos, além de ações de caráter emergencial, destinadas a amenizar os efeitos de adversidades climáticas – ou sejam, a calamidade pública.

Apesar da forte identidade socioeconômica e cultural, os três estados do Sul não apresentavam no órgão uma equivalente distribuição política de projetos. Em reuniões, os representantesdos três estados demonstravam a fragilidade de quaisquer acordos ou fechamento de posições comuns. Valia a regra da “síndrome do mau vizinho”, uma atiude típica de ignorar a identidade dos problemas, e que poderiam ser melhor resolvidos se atuassem em conjunto. Mesmo com essa dificuldade, Lolô propôs as seguintes linhas mestras de atuação:

- criação de pacotes turísticos, incluindo atrações de toda a Região, a serem colocados no mercado nacional

instituição de um calendário comum de eventos regionais de modo que o turista de outras regiões do país pudesse assistir a . Festa do Vinho em Bento Gonçalves, por ex., a Expoville, em Joinville e a outra promoção análoga no Paraná, durante a mesma viagem  

- a realização de torneios esportivos, de preferência modalidades nas quais ainda não somos suficientemente fortes (vôlei, natação, tênis, etc), bem como torneios para categorias profissionais (campeonato de tranca para médicos, por ex.);  

 

- estimular a realização de congressos e convenções de entidades, cada ano em um dos estados - o que fatalmente favoreceria o intercambio entre as categorias envolvidas;

 

- intercambio de estágios e bolsas de estudo, para universitários e pós-graduados;

 

- estímulo a abertura de filiais por parte de empresas cuja matriz esteja estabelecida num dos polos da regido Sul; 

 

- isenção de impostos ou outra medida de estímulo fiscal para empresas que aceitarem o item anterior;

 

- estimular a formação de entidades supra-estaduais como Associação Comercial do Sul , etc. 

 

- realizar encontros com representantes da classe política, econômica e cultural em cidades-polo, discutindo na forma de painéis problemas comuns relativos aquelas áreas;

 

- traçar políticas de estimulo a produção através de medidas fiscais como, por exemplo, unificação do ICM, retorno integral de todo o IPI recolhido na Região, etc.;

 

- edição de um tablóide sobre Região Sul, que seria encarta do nos principais jornais dos três estados (envolver o grupo RBS nesse projeto); 

 

- realizar feiras de produtos do Sul em outros mercados do país. Por ex., a “Grande Feira do Vestuário do SUL”, no Anhembi, o que daria ensejo para mostrar nossa principal especialidade,ou seja, nossas coleções de inverno; 

 

- estabelecer programas particularmente na área agrícola, do tipo “A Grande Safra do Sul”, com ampla cobertura dos meios de comunicação. Estes programas poderiam ser patrocinados por órgão público com envolvimento no setor e serviriam para divulgar nacionalmente nossa posição de região grande produtora de alimentos. Isso apoiaria as reivindicações dos três estados para o setor; 

 

- promover encontros esportivos, abertos internacionalmente, tipo “Grande Rallye do Sul”, “Grande regata do Sul”, etc. A vinda de equipes de futebol de outros países, para torneios com equipes da regido, também poderiam ser promovidos.

 

Ampliação de metas

Somente a conjunção da prática do planejamento e de decisões políticas faria com que a Região Sul alocasse seus recursos em proveito de seu próprio desenvolvimento. As novas metas deviam contemplar, com toda a objetividade, a grandeza da região Sul, evitando a evasão de riquezas para outras regiões do país. Eis a questão regional tratada com projetos voltadas para a demanda de uma área repleta de problemas de infraestrutura. Ao estabelecer prioridades para cada setor de produção, a questão regional não seria mais vista como conseqüência, mas como proposta de integração nacional. 

SUDESUL E O PARANÁ

Embora tivesse representação, o Paraná não tinha força política para aplicar a sua cota de verbas do órgão. Ao contrário, era muito comum elas serem alocadas prioritariamente para projetos de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Não podendo contratar pessoal - aliado a escassez de recursos para atender o grande volume de obras - Lolô desenvolveu projetos que unissem as infra-estruturas das Secretarias do Estado - Copel, DER, Sanepar. Assim, o maquinário, a estrutura e o seu pessoal técnico atuavam conjuntamente nos trabalhos da Sudesul. Formou-se um mapa paranaense de obras, dividido por região, visando a implantação de melhorias nos setores de Turismo, transporte, saneamento. A meta maior era fomentar o crescimento de áreas até então paralisadas por falta de condições básicas de trabalho.

Sem intermediários

O intercâmbio com o Governo Estadual também serviu para impedir a superposição ou duplicação de projetos, oneroso para os erário público. Os recursos voltados para os projetos da Sudesul eram agora vinculados aos do estado, só passando pela Sede Central da SUDESUL, em Porto Alegre, por razões burocráticas. Lolô transferia, na Diretoria do Escritório Regional, os recursos diretamente às obras sem a presença de intermediários. Acabaram-se as comissões de políticos e partidários. Anteriormente, a alocação de verbas era sujeita a mais burocracia, (fruto de decisões políticas, sob pressões de toda ordem), a disputas sem regra, barganhas e transações em cada setor, de cada agência e de cada entidade governamental envolvida. No Escritório Regional do Paraná, Lolô, como diretor, tinha responsabilidade decisória em todos os níveis do projetos, a quem deviam se reportar constantemente, dando conta do andamento dos trabalhos realizados. A regional paranaense aumentou a sua capacidade produtiva, a partir do momento em que adotou a funcionalidade e o emprego da tecnologia. A importação de equipamentos (por exemplo, as perfuratrizes para o programa PROPAG, da SUREHMA-Pr) e a contratação de técnicos europeus foram medidas que possibilitaram explorar adequadamente as demandas de uma região privilegiada. Contando com áreas de grande densidade demográfica, e em elevado grau de urbanização ( com renda per-capita acima da média brasileira), a região SUL propiciava fatores impressionantes para a fomentação de novos projetos:

 

. produtor líquido de divisas

. produtor de excedentes agrícolas de porte altamente significativos

. expressivo mercado interno

. parque manufaturado diversificado

. recursos materiais de grande importância complementar

. maior potencial energético do país.

 

 

Sudesul uma agência indultora de desenvolvimento

Os projetos apresentados por Lolô se nortearam pela preservação e a exploração das potencialidades do Paraná, sempre pensando nos interesses locais, integrados numa visão mais ampla. Com um grande potencial natural, com reservas hidráulicas de xisto e de carvão, mais o potencial hidroelétrico, o Paraná tinha um dos maiores acervos energéticos e logísticos do país. Lolô constatou que era preciso investir em know-how, para habilitar o estado a produzir combustível e transporte (modal hidro, ferro e rodiviári), pois caso contrário poderia chegar a contraditória situação de dispor de uma reserva sem poder usá-la por absoluta falta de investimento em infra-estrutura. Montar um acervo de conhecimentos, em torno dos recursos naturais paranenses, era indispensável e mesmo vital para viabilizar a sua economia. Surgiram assim os projetos apresentados por Lolô de Prospecção de Minério de Ferro e o de destilaria de álcool, a partir da mandioca, do aproveitamento hidroviário (dos rios Iguaçu, Paraná e Ivaí). 

Lolô em seu escritório. A Sudesul serviu como um vetor para estabelecer convênios entre o setor público, por meio de Agências de Desenvolvimento, e os investidores do setor privado. A meta principal era realizar “Projetos de alto interesse” - como lolô costuma e gosta de mencionar -, com capital privado e regulamentação pública. 

 

Dividido em zonas, criou-se uma rede interligada de projetos, que intensificava a prestação de serviços em zonas improdutivas, como a Ilha do Mel e na área erodida do noroeste paranaense. A Sudesul era um vetor para estabelecer convênios entre o setor público e os investidores do setor privado, por meio de Agências de Desenvolvimento. O seu apoio concentrou-se na orientação técnica e na apresentação de projetos que contavam com o capital privado e a regulamentação pública. 

Lolô foi exonerado em 1987. Quase vinte anos depois, os projetos para o desenvolvimento paranaense foram readequados e estão à disposição pelo escritório do arquiteto Ayrton Lolô Cornelsen.

 

Clique para saber mais

 

a hidrovia do rio Ivaí

hidrovia do rio Iguaçu

ilha do mel

matinhos

guaratuba

assentamento cooperativado

o transporte metropolitano de Curitiba

o transporte metroviário maringá-londrina

a estrada do colono

 

outros projetos desenvolvidos na Sudesul

·   O transporte metroviário maringá-londrina

.   Termo de referência – Meio Ambiente

·   Projeto de Lei para a regulamentação de indústria hoteleira e derivados

·   Situação Florestal de Região Sul

·   Projeto Técnico para a implantação de Estações Sedimentométricas no Noroeste do Paraná

·   Projeto Piloto de assentamento dos Bóias Frias

·   Recuperação de terras para assentamento no Litoral Paranaense para os “Sem Terra”

·   Projeto piloto para programa de Habitação Rural Cooperativado

·   Projeto de Prospecção de Minério de Ferro do Paraná

·   Projeto de destilaria de álcool a partir da mandioca

·   Projeto da Hidrovia do Rio Ivaí (Paraná)

·   Projeto Modelo para construção da Unidade Geradora de Alevinos

·   Projeto de combate a Erosão com recuperação e aproveitamento das crateras já formadas em  Paranavaí

·   Projeto Paranaense de Desenvolvimento

·   Projeto Turístico de emergência de Foz do Iguaçu

·   Projeto do Estádio de Paranavaí

·   Projeto da Costa Oeste

·   Projeto da Costa Leste

·   Projeto do Canal Iguaçu Ocuí – Paraná

·   Projeto de Recuperação da Baía de Guaratuba

·   Projeto Linha Da Exportação – Ligação da BR-101 a BR-277, com 41 KM

.   A estrada do colono

 

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