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PROJETOS

 

 

 

PLANO DE SEGURANÇA DA AMAZÔNIA

 

 

 

 

 

Lolô tem em seus projetos a funcionalidade como marca maior. Evita a vaidade do gigantismo ou da utopia ao planejar planos ousados, mas realistas.  

 

 

 

Aproveitando-se de um projeto de exportação de bens para Nigéria, Lolô criou um estudo prévio de factibilidade para um consórcio de bens e serviços entre BRASIL – BOLÍVIA – PERU, que se viabilizava pela multifuncionalidade: a implantação de várias unidades militares possibilitariam a ocupação de um território mal explorado pelo país, com várias unidades de ensino, pesquisa e defesa. 

 

Em um contexto em que os paises dos hemisférios Norte, altamente desenvolvido, e os do Sul se distanciavam pela diferença tecnológica, e pelo subaproveitamento das potencialidades por parte dos países do Sul, não desenvolvidos, que se especializavam em fornecer a matéria-prima necessária em troca de uma tecnologia ofertada, que muito distanciada da realidade de suas exigências, Lolô vislumbrou a oportunidade de o Brasil e seus vizinhos, com limites da Floresta Amazônica, despovoada nas fronteiras e totalmente vulnerável, com criatividade e  competência para adaptar-se as exigências do comércio internacional.

A potencialidade brasileira seria aproveitada pela implantação, ao longo das fronteiras, de unidades militares profissionalizantes com a finalidade de aproveitar o serviço militar obrigatório para desenvolver atividades na região amazônica, ao mesmo tempo, em que o indivíduo (o soldado) teria oportunidade de iniciar a sua vida profissional.  

Tratava-se de uma unidade militar de utilidade pública, no qual o seu comandante exerceria múltiplas tarefas, dando um novo sentido à política de defesa nacional, com uma política militar capaz de abrir novos caminhos para que as Forças armadas encontrassem áreas comuns de atividades para que otimizassem os recursos orçamentários na multifuncionalidade de atividades.  

visão do complexo
“Dar apoio às exportações de serviços pelo aperfeiçoamento de diretrizes setoriais para aumento das exportações de fretes, seguros e particularmente para os serviços de consultoria e engenharia, tendo em vista ainda seus efeitos futuros sobre o aumento das exportações de manufaturados”

“O planejamento assegurará harmonia entre às necessidades da defesa, segurança da Amazônia, política externa e desenvolvimento econômico Boliviano, especialmente a industrialização”

Política Militar  

 

Trecho do III  PNI do Brasil Manifesto militar, 1995  

A unidade militar profissionalizante localizar-se-ia nas terras baixas da região amazônica, em lugares estratégicos de preservação, de acordo com o Estado Maior das Forças Armadas e financiadas pelas grandes potências interessadas e preocupadas em proteger a floresta Amazônica, com uma outra finalidade de reduzir o narcotráfico. Países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Alemanha, Japão, França, Itália teriam a oportunidade de demonstrar esse interesse por meio de parceria com a Bolívia, Peru e Brasil ao patrocinar várias unidades para segurança e equilíbrio total da Amazônia. Estas unidades teriam:

 

Uma unidade militar principal.

 Unidades hospitalares de apoio.

 Unidades de ensino técnico elementar profissionalizante.

 Presídio público com ensino profissionalizante.

 Escola e presídio com ensino profissionalizante.

 Unidades de pesquisas.

 Áreas de pesquisas.

 Áreas agrícolas para manutenção do complexo.

 

Lolô planejou o seu estudo pelo interesse internacional, primeiramente na manutenção e preservação da flora e da fauna, que compõem a mais vasta e diversificada área verde de todas as nações; pela segurança e controle do tráfico de drogas. Não bastasse essas premissas, é importante ressaltar que se alcançaríamos a segurança das fronteiras da Amazônia como um subproduto da preocupação das grandes potências de primeiro mundo da preservação ambiental da floresta Amazônica.

Como acontecera com a implantação do autódromo de Jacarepaguá, Lolô adotou a estratégia de montar um conjunto de bens e serviços, cujo o núcleo não funcionaria como um fim de si mesmo, valorizando e qualificando as forças armadas brasileira, pela melhoria do adestramento do pessoal militar, ao mesmo tempo em que as condições de vida da população local teriam melhorias significativas.

Como o projeto era multinacional, Lolô ofereceu uma troca de produtos, que tinha na contrapartida brasileira, a oferta de equipamentos e o adestramento militar aos Bolivianos. Este programa de intercâmbio envolveria as instalações de escolas de preservação militar brasileiras. 

Lolô desenvolveu uma pesquisa sobre a Bolívia, envolvendo certas preocupações com etnias, densidade demográfica e questões geopolíticas para oferecer serviços únicos e de tal qualidade que não encontraria concorrentes. Localizada dentro da faixa fronteiriça, em pontos estratégicos tanto no Brasil quanto na Bolívia, as unidades teriam um esquema de comunicação funcional, implicando:

 

 Visualização gráfica abrangente e quase total, permitindo a completa e imediata compreensão do plano.

 Serviço de relações públicas competente, envolvendo até visitas de civis e militares ao Brasil e as nossas instalações militares industriais,

 Constatação de personalidades militares e civis na Bolívia.

 

O projeto

 

O projeto constitui-se de um módulo composto e integrado, a partir de uma unidade militar com várias células complementares, diferenciadas mas harmonizadas em um todo, compreendendo o complexo:

 

Militar (principal).

Hospitalar.

 Esportiva.

 De ensino técnico elementar profissionalizante.

 De pesquisa agro-pastoril.

 De segurança policial e reformatório juvenil, com ensino profissionalizante.

 

Embora o nível de otimização do funcionamento do módulo tenha sido previsto para ser atingido quando de sua implantação total, o projeto com execução progressiva, contaria com funcionamento imediato e satisfatório de cada unidade tão logo instalada.

 

Unidade Militar

 

As unidades militares, tendo como modelo uma unidade de cavalaria mecanizada do exército brasileiro, o que seria o mais adequado, mas de acordo com a nomenclatura militar, era naturalmente, passíveis de reformulações na fase de anteprojeto, com consulta a militares brasileiros e bolivianos,

Para a unidade militar, previu-se não só fornecimento dos armamentos, mas também das instalações materiais e para o alojamento do pessoal militar que deveria operá-lo, criando uma célula necessária e suficiente para atender realidades especificamente militares.

O equipamento nacional a ser exportado está descrito, sendo que a unidade militar comporta uma força de 720 (setecentos e vinte) homens, da seguinte maneira:

 

          • Oficiais                  26.
          • Escola militar          20.
          • Sargentos              70.
          • Cabos                   70.
          • Soldados              524.

 

O treinamento de oficiais e soldados no manejo do instrumental seria prestado no local por meio de pessoal brasileiro em número adequado. Seria, também, indispensável fornecer aos bolivianos os benefícios das escolas militares brasileiras.

 

Unidade Hospitalar Militar:

 

A unidade hospitalar complementar, decorrência imprescindível da instalação da unidade militar principal, destinava-se principalmente a atender feridos militares,

Á capacidade de atendimento do hospital era de 100 (cem) leitos para o pessoal militar e mais 100 (cem) leitos para os civis. Nessa unidade, também seriam prestados serviços de ambulatório e de medicina sanitária, essa unidade hospitalar militar era provida do seguinte corpo administrativo e clínico:

 

• Pessoal diretivo                                                 05.

• Especialistas em medicina sanitária, 

enfermagem, administração hospitalar, etc..             350.

 

Unidade de Ensino Técnico Profissionalizante:

 

A exigência de manutenção do armamento, assim como as existências de instrumental hospitalares, propiciam que as unidades militar e hospitalar sejam utilizadas para o desenvolvimento de ensino técnico elementar profissionalizante, formando mão-de-obra nas áreas de mecânica, contabilidade, informática, enfermagem, eletricidade, etc.

Essa mão-de-obra seria indispensável para a auto-suficiência, especialmente da unidade militar, das unidades aqui instaladas. Além disso, prepararia o militar para a vida civil. O soldado, no inicio natural de sua vida economicamente produtiva, suprimiria as necessidades do aquartelamento e também estaria habilitado a uma profissão.

Incorporando o militar à sociedade civil como um elemento produtivo, a própria segurança interna estaria garantida, propiciando uma melhoria na condição de vida, diminuindo o risco de a desmobilização, geralmente se transformando em marginalização. A área construída dessa unidade seria de, aproximadamente, 10.000,00 m², tendo como corpo administrativo:

 

• Pessoal diretivo          10.

• Instrutores                78.

 

O pessoal adequado para fornecer instrução a esse corpo docente seria o brasileiro, e esta unidade beneficiaria diretamente 1.000 (mil) pessoas, entre elas, aquartelados e civis.

 

Unidade Esportiva:

 

Lolô implantou a unidade esportiva no interesse de elevar o adestramento e capacidade do pessoal militar e os demais meninos, que compõem o projeto, com instalações esportivas para condicionamento físico, elemento inerente e indispensável à condição de soldado e civis.

A unidade esportiva englobava a prática de esportes olímpicos, inclusive aqueles que já se encontram na tradição esportiva boliviana. no projeto, a população civil também era beneficiada por essas instalações, como os detentos e os meninos dos reformatórios.

O corpo técnico-administrativo:

 

• Pessoal diretivo                                   02.

 instrutores brasileiros em 

educação física e adestramento olímpico    12.

 

A unidade era capacitada para aprimoramento olímpico de 250 (Duzentos e cinqüenta) atletas militares e civis.A população beneficiada pelas instalações esportivas era de aproximadamente 364.000 pessoas ao ano.

 

Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento Agro-Pastoril

 

A unidade complementar destinava-se aos estudos de melhoramentos no campo Agro-Pastoril e para estocagem de alimentos para períodos críticos. A relevância da questão era enorme, primeiro porque apenas 20% da população boliviana dedicavam-se a uma agricultura baseada nas conquistas científicas modernas, segundo, também serviria para formação de mão-de-obra no setor primário, benefício que poderia ser aproveitado pelos soldados em sua futura vida civil.

Os êxitos atingidos na pesquisa desenvolvida na referida unidade repercutirão, por outro lado, sobre toda a sociedade. Os equipamentos brasileiros a serem utilizados na unidade estão anotados a seguir.

O funcionamento da unidade dependeria de:

 

          • Corpo Diretivo          02.
          • instrutores              16.

 

Esta unidade também se ocuparia de profissionais brasileiros para preparar esse pessoal. A unidade beneficiaria 446 (quatrocentas e quarenta e seis) pessoas.

 

Unidade de Segurança Policial e Reformatório Juvenil:

 

Lolô planejou as instalações de um presídio geral e reformatório juvenil, aproveitando a presença do pessoal militar e de seu armamento para assegurar a idoneidade das instalações presidiárias. Além disso, o instrumental existente nas demais unidades poderia ser usado na reeducação dos detentos.

Essa preocupação surgiu pela seriedade da questão da marginalidade decorrente do desemprego ou baixa renda, com a vantagem de afastar o preso ou delinqüente juvenil longe dos grandes centros.

O pessoal de segurança da unidade a ser instruído por profissionais brasileiros, seria o seguinte:

 

          • Como Diretivo          04.
          • Instrutores              15

A unidade beneficiaria 250 (Duzentas e cinqüenta) pessoas.

 

Outros Detalhes

 

Pela terminologia do Instituto Latino-Americana de Planificação Econômica e Social ILPES (Guia para Apresentação de Projetos, 1975), o projeto de Lolô era de infra-estrutura social e destinava-se ao atendimento de necessidades básicas da população, sem levar em consideração a possibilidade de os usuários pagarem o preço dos benefícios auferidos.

lolô concebeu o projeto de forma integrada para proporcionar as maiores vantagens possíveis aos bolivianos, suprindo carências especialmente no campo militar, mas não apenas nele: a sua preocupação permanente foi dimensionar o projeto, sempre tendo em conta a realidade sul-americana. Isso é demonstrado pela possibilidade de a implantação do projeto fazer-se a partir da ampliação de quartéis já existentes. O módulo completo tem custo relativo (percapita) inferior àquele das unidades isoladamente consideradas, Além disso, o módulo integrado elevaria extraordinariamente o número da população beneficiada direta e indiretamente pelo investimento.

Do ângulo brasileiro, as vantagens do projeto eram evidentes. No campo internacional, representava muito mais que os concorrentes poderiam oferecer. No interno, envolveria inúmeros setores do empresariado nacional, permitindo a exportação de bens nas áreas militar, hospitalar, esportiva e de maquinaria agrícola: significando exportação de serviços nos campos correspondentes, o que era extremamente interessante em uma época em que se agrava a questão do desemprego.

O projeto implantaria a política da defesa intransigente, com apoio logístico, do planalto amazônico. Brasil, Bolívia estabeleceriam definitivamente os objetivos da defesa nacional: Soberania, unidade da nação, defesa dos interesses no exterior, projeção internacional, com o início da preservação amazônica em suas nascentes.

Defender-se-ia o engajamento de toda a sociedade civil para proteção de uma região despovoada e vulnerável à ação dos traficantes e contrabandistas, pois a Amazônia sempre foi um alvo tentador.

 

Estudo da viabilidade para implantação e instalação

 

Como venda de bens e serviços relacionados a projeto de infra-estrutura social é de grande complexidade, exigindo programação detalhada em sua dependência de tempo, Lolô efetuou o detalhamento da programação em rede, no sistema PERT-CPM, em período semanais (totalizando 176 semanas ou três anos, quatro meses e vinte dias). De acordo com esse detalhamento, o prazo previsto para a fase de aprovação final deste estudo seria de 8 (oito) semanas,

Destaca-se que as principais etapas da programação seriam as seguintes:

 

Apresentação do documento do projeto;

Aprovação do estudo e da verba para a pesquisa no local;

Contato com o governo Brasil,  Peru e  Bolívia;

Levantamento de informações técnicas e militares;

• Escolha dos sócios bolivianos, peruanos e brasileiros e constituição de um joint venture’. Tal escolha muito dependente de indicação do próprio governo;

• Levantamento de financiamento;

• Formalização de anteprojetos no Brasil, projetos legalizados e relação de equipamentos bélicos complementares

Instrução de militares no Brasil;

• Instrução de bolivianos e-ou peruanos para operação do material complementar

Contratação de trading e operações principais: Comunicação, navegação, seguro, fornecimento e entrega de equipamentos;

Construção;

Instalação de equipamentos

• Instrução final.

 

Tendo em vista que, pelas dificuldades de operação no interior de Bolívia e-ou Peru, Lolô determinou que as técnicas de construção seriam racionalizadas, com treinamento da mão-de-obra diretiva por brasileiros.

 

Limites do Projeto

 

Lolô logo indentificou que a contrapartida boliviana seria o desenvolvimento de outros negócios brasileiros, o que nos permitiu a percepção extrínseca in loco com avaliação segura das exigências e potencialidade do mercado.

Como o projeto original, este foi também desenvolvido para ser aplicável em outros países, dependente de pesquisas, neste caso, a serem efetuadas na Bolívia, sendo indispensável recorrer à orientação dos militares bolivianos. A viabilidade da implantação e da instalação ao projeto baseava-se na programação (anexo No. 10) que compatibilizava as possibilidades e os custos previstos. Essa programação previa estadia por um ano na Bolívia, cujo custo poderia ser financiado, se necessário, através do FINEP(SEPLAN), pelos planos

a)   Prospecção de mercado e

b)  Elaboração de projetos.

 

Para estudos mais aprofundados e definitivos na Bolívia, necessitar-se-ia de autorização.

O interesse de Lolô era a consultoria técnica de engenharia e construção. A sua capacidade técnico-profissional e dos integrantes de sua equipe evidenciava, pelo seu portifolio, a plena habilitação para conduzir com êxito essas tarefas.

 

   

 

Na época da elaboração do plano de segurança da Amazônia, a indústria brasileira detinha o know how para implantação de módulo integrado como o que Lolô planejara. Embora apresentasse as condições necessárias, não há, até agora, uma conjugação intersetorial no Brasil destinada a propiciar exportação conjugada de bens e serviços de áreas econômicas diversas. Isso não impediu, porém, de Lolô incumbir um trabalho em conjunto, no qual especialistas de cada área teriam a tarefa de coordenação e aproximação, facilitada pela estrutura e competência de cada um dos participantes do empreendimento. A respeitabilidade do conhecimento e da tradição de tais participantes daria a condição de assumir o compromisso do fornecimento do módulo.

Lolô contava que os objetivos governamentais na área de exportação seriam atingidos em sua totalidade, satisfazendo os interesses bolivianos. Apoiado na empresa líder do equipamento necessário, a IMBEL (trading, da empresa de consultoria de engenharia e construção), dos sócios bolivianos, dos instrutores brasileiros e de ambos os governos, tão logo fosse autorizado a desenvolver os estudos da viabilidade de implantação e instalação, o Eng. Arq. Ayrton Cornelsen, providenciaria a abertura de escritório na Bolívia, destinado a facilitar contatos e estudos.

© 2003 Tradiz