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DER - CONSTRUINDO UM PARANÁ MAIOR

 

Lolô Vai na Raça

 

 

 

 

DISTINÇÃO GENÉRICA ENTRE OBRAS DE ARTE ESPECIAIS E OBRAS DE ARTE CONCORRENTES

 

1.1.    - Como se observará no decorrer do presente trabalho, não existe uma fronteira exata separando com precisão as obras de arte correntes das denominadas especiais. Se é evidente que existem obras sôbre cuja classificação em uma das categorias, não paira dúvida alguma, temos também numerosos casos em que o problema apresenta característica de verdadeira indeterminação. Foi essa a conclusão principal a que chegamos face aos estudos e pesquisas que realizamos com o fito de dar cumprimento ao despacho exarado em 20-12-57 pelo egrégio C. A.

1.2.    - Com efeito, não obstante as definições apresentadas nos livros clássicos sôbre a matéria e os critérios de classificação sugeridos entre os diversos autores, as dúvidas persistem em numerosos casos.

A solução da questão, a nosso ver, só poderá ser obtida em definitivo, mediante uma manifestação oficial do DER que elimine tais dúvidas, estabelecendo de uma vez por tôdas que «para o DER do Paraná, tais e tais obras são consideradas como obras de arte correntes e tais e tais outras como obras de Arte Especiais». 

1.2.1.    - O Professor Jerônimo Monteiro Filho, em seu livro «Construção das Estradas» estabelece: 

««As primeiras (obras de arte correntes) surgem a cada passo ao longo do empreendimento — são comuns, correntes. Dada a reprodução de suas condições e características gerais, admitem idênticos projetos e prescrições para a execução; daí a possibilidade de estabelecimento de normas gerais — de soluções tipo.

São obras de arte correntes ou de tipo

 — muros de arrimo, boeiros e pontilhões.

As demais obras especiais, menos freqüentes, e não admitindo o preestabelecimento de soluções tipo, são focalizadas e projetadas em cada caso peculiar».

Verificamos pois que o critério apontado pelo Professor Jerônimo Monteiro Filho se fundamenta principalmente na possibilidade da solução tipo para os projetos das obras de arte correntes, em contraposição às especiais, que exigem projeto apropriado a cada caso particular.

1.2.2.    - Já o Professor Santiago de Mello, da Escola Nacional de Minas e Metalurgia de Ouro Prêto, em seu «Curso de Estradas», conforme publicação do Diretório Acadêmico da referida Escola, preconiza:

 

 

Engenheiro MAURO LACERDA SANTOS do D.E.R. do Paraná

 

 

Lolô, o governador Moyses Lupion visitam obra de arte especial na estrada do Café, 1960.

 

«Incluem-se geralmente entre as obras de arte correntes os boeiros e os pontilhões, por serem os mais numerosos, mais correntes mesmo, além de serem mais simples e menos dispendiosas por unidade.

As obras de arte extraordinárias são as pontes e viadutos. Tratam-se de obras que exigem projeto próprio em cada caso, isto é, uma solução particularizada e especificada para cada obra. São menos numerosas, mais vultuosas e dispendiosas.

Neste último grupo, com essas mesmas exigências e particularidades, pode-se incluir, hoje, os grandes boeiros múltiplos, celulares ou não, que, muitas vêzes, substituem pontilhões e pontes».

Observamos que o Professor Santiago de Mello baseia sua definição no porte da obra e ainda na possibilidade ou não do projeto-tipo. Como detalhe interessante a inclusão na categoria especial dos grandes boeiros.

 

1.2.3.  - No seu livro «ABC das Rodovias», o Major Oscar Ramos Pereira, do Exército Brasileiro, define:

 

  «Obras de Arte comuns ou correntes (simples, duplas ou triplas). 

Vão até 2,0 metros entre os muros de sustentação ou de diâmetro de tubos. São empregadas na drenagem de pequenos cursos dágua e das águas pluviais, sob a forma de —

 

a)     Boeiros e  b)     Drenos.

 

Obra de arte corrente do trecho

 

Obras de arte especiais. São os muros de sustentação ou de arrimo, os pontilhões enterrados ou a nível do greide, com vão maior que 2 metros e menor ou igual a 5 metros e com muros de alvenaria de pedra argamassada ou concreto ciclópico e laje de C . A. ou arco de alvenaria de tijolos; os viadutos, as pontes e outras obras de construção especial, tais como túneis, nichos, etc.».

1.2.4. Como vemos, trata-se de um pronuncia­mento mais taxativo a respeito, porém que apresenta pontos de discordância com os anteriores. João Luderitz, em sua obra «Estradas de Rodagem», escreve:

«Dividem-se as obras de arte em correntes e especiais.

Obras de arte correntes são: — drenos, boeiros e pontilhões até 6,0 metros; e especiais: — pontilhões de mais de 6,0 metros, pontes, viadutos, muros de arrimo e de sustentação e passagem nos cruzamentos com outras vias de comunicação».

Trata-se também de um pronunciamento bastante explícito, baseado porém únicamente no porte das obras a executar.

1.3.   - A simples citação dêsses autores é suficiente para dar uma idéia de como permanecem as controvérsias a respeito e de como nenhum critério de classificação pode assumir caráter preciso e definitivo sem a chancela de autoridade conferida pela manifestação oficial da entidade responsável pela execução das obras.

1.3.1. - O critério baseado no vulto da obra e no custo de sua execução nem sempre seria justo, de vez que acontecem numerosos casos de boeiros de alvenaria, obras de arte correntes, devido a grande altura do atêrro ou outro motivo qualquer, como más condições do terreno de fundação, importarem em gastos maiores que pequenas pontes, obras de arte especiais, executadas em locais mais favoráveis.

1.3.2. - Tampouco a consideração da possibilidade da solução tipo poderá ter caráter conclusivo, de vez que possuímos projetos tipos fornecidos pelo DNER para obras de grande envergadura, a nosso ver já pertencentes à categoria especial, como: — Boeiros celulares de concreto armado para secções de vazão até 12,70 m2; boeiros em arco parabólico de concreto armado e até pontes de concreto, em viga reta, para vãos até 16,0 metros.

1.3.3. - A classificação das obras a ser procedida e a aprovada em caráter definitivo pelo DER, longe de se prender a um critério único, deverá levar em conta, na medida do possível, todos os principais fatores que exercem influência sôbre a construção, tais como: — vulto econômico da obra, necessidade ou não do projeto e especificações próprias, necessidade ou não de equipamento ou mão de obra especializadas, etc.

1.4.   - Em concordância com o que expusemos anteriormente, submetemos à apreciação dos órgãos deliberativos do DER a seguinte classificação:

1.4.1. - Obras de Arte Correntes.

Serão consideradas como obras de arte correntes:

 

a) Boeiros de tubo em geral — de concreto, armado ou similares — simples ou múltiplos;

 

b) Obras em que predomine a alvenaria de pedra, não se exigindo mão de obra ou equipamento altamente especializado, tais como:

Boeiros de alvenaria (simples ou múltiplos) capeados com lajões, ou laje de concreto armado ou ainda arcos de alvenaria ou concreto até 3,0 metros de vão livre. Pontilhões de greide com encontros de alvenanaria e superestrutura de concreto até 5,0 metros de vão livre.

Muros de arrimo em geral de alvenaria de pedra;

 

c) Obras em que predomine o concreto ciclópico, porém de estrutura simples e pequeno porte, como: — boeiros capeados ou pontilhões de greide conforme o item precedente mas onde o concreto ciclópico substitui a alvenaria das paredes dos muros ou encontros.

Muros de concreto ciclópico até 6,0 metros de altura, com perfis simples e sem detalhes especiais, como lajes de contrapêso, etc.;

 

d) Pontes de madeira de estrutura simples, em vigas retas para vãos até 7,0 metros entre os apoios;

 

e) Estacas de madeira para fundação de qualquer dos tipos de obras anteriores.

 

1.4.2.  - Obras de Arte Especiais:

Além das pontes, viadutos, túneis, etc., que não deixam dúvida a respeito, seriam

consideradas como obras de arte especiais:

a) Boeiros em que predomine o concreto armado e que exigem cuidados especiais para sua execução; Boeiros celulares, simples ou múltiplos; Boeiros em arco de concreto armado engastados ou articulados; Boeiros mistos de alvenaria, porém apresentando uma ou mais paredes de apoio em concreto armado;

 

b) Muros de arrimo de concreto ciclópico acima de 6,0 metros de altura, ou ainda com perfis complexos ou detalhes especiais;

 

c) Muros de arrimo de concreto armado, inclusive os do tipo «crib-wall;

 

d) Estacas de concreto armado para fundações em geral.

 

 

1.5.   - Ao concluir queremos salientar que a classificação proposta no item anterior representa não só o ponto de vista pessoal desta Chefia como ainda a opinião dos demais engenheiros desta Secção de Obras de Arte, que foram ouvidos durante a elaboração do presente. Acreditamos, todavia, que seria interessante ouvir-se ainda a opinião da Divisão de Construção que poderá ter observações a fazer ou modificações a sugerir.

 

 

 

 

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No  alto da serra do Purunã na estrada de Ponta Grossa, e Guatupê na estrada de Paranaguá, o presidente Juscelino Kubistchek de Oliveira, por intermédio do Conselho Rodoviário Nacional, ergueu um grande obelisco homenageando o governador emprestando o seu nome a estrada de RODOVIA GOVERNADOR LUPION. Condecorou-nos com a medalha de mérito rodoviário MAURICIO JOPPERT DA SILVA.

 

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