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Apesar das dificuldades econômicas e sociais, o segundo governo de Moyses Lupion impulsionou o crescimento do Paraná, colocando-o entre as três unidades da federação que mais se desenvolviam. Em parte isto se deveu ao mérito de sua primeira gestão que implantou a administração planificada.

Em sua volta, Moyses Lupion manteve a diretoria do órgão responsável pelo planejamento estratégico do seu governo, comandada por Alipio Ayres de Carvalho,  O PLADEP - Plano de Desenvolvimento Econômico do Estado - tinha a missão de direcionar tecnicamente os empreendimentos públicos. O governador era o comandante, e tinha a palavra final para o andamento dos projetos.

 

Congresso promovido pelo DATM e PLADEP, no Palácio São Francisco, Curitiba. Lolô (seta), o governador Lupion, em pé, discursa.

A organização se estendeu às secretarias de estado e possibilitou o planejamento da estrutura logística paranaense. Foram projetados um novo plano ferroviário, no qual se destacou o início da construção da Estrada de Ferro Central do Paraná; a implantação de um ambicioso plano rodoviário; instalação de uma infra-estrutura básica escolar, com a construção de escolas de ensino básico e superior.

A assistência do estado aos municípios cabia apenas ao DATM - o Departamento de Assistência Técnica aos Municípios. E foi para essa secretaria que, em 1956, Lupion convidou Lolô para integrar a equipe que retomava o programa Paraná Maior, empenhado “na grande batalha da construção de um Paraná, em um movimento de rompimento da dependência do estado de São Paulo e que num ensaio único realizaria a grande obra do futuro” paranaense. (fonte: carta a assembléia) 

A partir de 1956, a experiência de engenharia tornou-se mais urgente na vida pública de Lolô. Ao assumir o DATM e, dois anos depois, a direção do DER-Pr, Lolô executou obras que fomentaram o desenvolvimento do Paraná.

Havia grandes problemas no estado (falta de energia, de estradas e muitas dívidas), mas uma meta: expandir as fronteiras do desenvolvimento paranaense com dinamismo e modernização. 

Era necessário instituir técnicas de planejamento governamental, desenvolver profunda política municipalista e promover o parcelamento intensivo da terra para povoar um estado ainda inexplorado. O Paraná sofreu uma grande transformação demográfica nesse período (em menos de uma década, o Pr duplicou sua população, 4 milhões de habitantes) – um crescimento demográfico sem paralelo na história brasileira. 

Em todo o estado, as cidades se formaram, por meio de invasões de terra, sem traçados, sem seguir qualquer norma técnica. Justamente por isso, o DATM foi criado com a missão de implantar, projetar elementos organizatórios, como Códigos de Postura Tributária, Planos Diretores. 

O órgão foi responsável pela doação de motoniveladoras e tratores ou auxílio para a sua aquisição: cidades como Porto Amazonas, Pitanga, Paraíso do Norte, Palmeira, Mandaguaçu, Lapa, Joaquim Távora, Japira, Colorado, Cianorte, São Mateus do Sul, Amoreira, Cruzeiro do Oeste, São Carlos do Ivaí, Guaíra e Toledo. 

 

Lolô em reunião com o deputado Anísio Luz. O seu assessor do departamento de publicidade (de óculos, no centro) foi o responsável pela maquete do estádio do Mineirão, do Guarany - defensores del Chaco - e pelos gráficos e placas demonstrativos dos trabalhos do DATM. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lolô chefiou o DATM durante 21 meses. Em seus primeiros meses de trabalho, organizou um programa de aperfeiçoamento do pessoal de sua pasta com os cursos de Manutenção de máquinas pesadas e Contabilidade municipal, que visavam aprimorar o serviço público e atualizar os profissionais do departamento à nova dinâmica do governo.

Diploma da 1ª reunião do DATM, 19 dez. 1956.

 

medidas tomadas no comando do DATM

 

 

 

recuperação das máquinas para construção de estradas

elaboração de novo regulamento interno, que prevê a ampliação da assistência aos municípios

levantamento estatístico dos municípios

levantamento financeiro

assistência contábil

assistência administrativa a 3 municípios

providencias relativas ao problema da erosão

reunião estadual dos municípios

atenção ao problema de engenharia em 38 municípios

 

 

Na direção do Departamento de Assistência Técnica aos Municípios, ao lado de seus auxiliares técnicos, lolô ficou responsável pela organização material e urbanística das cidades do interior, que surgiam e cresciam sem qualquer planificação. Deixou à disposição das prefeituras municipais planos diretores, que abrangiam desde saneamento básico e instalações de redes de água e esgoto, energia elétrica, zoneamentos até a organização contábil e administrativa - como a criação das câmaras municipais -, meios de comunicação. 

 

no Palácio Iguaçu, reunião semanal para apresentação de resultados. Aqui, reunião da CBPU, Lolô representando o DATM, a sua esquerda, Monsueto Serafini, diretor-geral do DER, o responsável da RVPSC e Nivan Weigerd, secretário de governo.

 

Para Curitiba, ele chegou a prever com mais de dez anos de antecedência, e incrível precisão, a população da cidade para a década de 1960, e com esse dado elaborou uma revisão e adaptação urbanística dos pressupostos de Alfred Agache, de 1943.

 

Lolô, em sua despedida do DATM, entrega os relatórios e os projetos de implantação de infra-estrutura dos municípios paranaenses

 

 

 

histórias do lolô

Escalado para apresentar os trabalhos de estruturação dos municípios efetuados pelo DATM, na região da bacia do rio Paraná, para o departamento de estradas de Minas Gerais, Lolô entrou em conflito com o governador Jânio Quadros, de São Paulo, que se vangloriava, em um discurso inflamado, de seu estado ser a “locomotiva do Brasil”. Com um pedido de aparte, o engenheiro paranaense interrompeu o governador para afirmar categoricamente que, se os paulistas eram a locomotiva, o Paraná seria o seu thunder. Esse fato foi a gota d´água para Lupion tirar Lolô da palestra.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

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